quarta-feira, 4 de setembro de 2019

com nós...

com nós nascemos,
com nós crescemos,
passamos o tempo a desfazê-los
e a fazer novos,
um emaranhado de linhas e novelos,

existe uma ponta solta
presa na volta,

sentimos o conforto do nó,
mas a confusão apodera-se de nós,
e o desafio começa,
e não há nada que o impeça.

solta-te prisioneiro,
parece que foi o primeiro,
conquista sem prémio,
pensamento boémio,
vai de retro que se faz tarde,
e a paciência é covarde.

vislumbro perda de tempo,
e cedo a um lamento.
no processo desabafo
mas não vergo ao cansaço.

não, não será eterno,
tudo termina em algum momento
nem a tempestade dura sempre
nem qualquer tormento,

Apesar de tortuoso o caminho,
nele me alinho,
com duvidas e incertezas,
mal segura e controversa,
aprendi que os olhos do amor,
fazem ver além do temor.

pensei que sabia tanto,
mas encontro duvidas em pranto,
e afinal saber é pouco,
sentir não sei,
fico louco...
e nos sentimentos não há lei.


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