com nós nascemos,
com nós crescemos,
passamos o tempo a desfazê-los
e a fazer novos,
um emaranhado de linhas e novelos,
existe uma ponta solta
presa na volta,
sentimos o conforto do nó,
mas a confusão apodera-se de nós,
e o desafio começa,
e não há nada que o impeça.
solta-te prisioneiro,
parece que foi o primeiro,
conquista sem prémio,
pensamento boémio,
vai de retro que se faz tarde,
e a paciência é covarde.
vislumbro perda de tempo,
e cedo a um lamento.
no processo desabafo
mas não vergo ao cansaço.
não, não será eterno,
tudo termina em algum momento
nem a tempestade dura sempre
nem qualquer tormento,
Apesar de tortuoso o caminho,
nele me alinho,
com duvidas e incertezas,
mal segura e controversa,
aprendi que os olhos do amor,
fazem ver além do temor.
pensei que sabia tanto,
mas encontro duvidas em pranto,
e afinal saber é pouco,
sentir não sei,
fico louco...
e nos sentimentos não há lei.
Sem comentários:
Enviar um comentário