ai quem me dera sentir sem dor,
olhar para o futuro sem temor,
agarrar-me às asas do condor,
esvoaçar pelos céus,
aterrar nas terras ardidas,
sem garantias,
sem pesos,
sem medidas.
tempos sem horas,
espaço sem vista,
e os bolsos cheios de nada.
apenas com,
olhos que veem o que não se vê,
mãos que sentem o que não se toca,
lábios que provam o que não tem sabor,
ouvidos que ouvem o que não se diz...
mente que lê o que não se escreve,
coração que não bombeia sangue de verdade,
pés que assentam na terra desconhecida,
e é assim,
entre a verdade e mentira,
entre o que se diz e o que se delira,
entre o que se pensa,
e o que se dita,
que vive a dor da incerteza...
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