quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Love letter #5 - Olá L".

Olá L,
Sim, já tens nome, 
Encontramo-nos finalmente, e nem nos meus sonhos achei que iria existir tanto em comum.
E surpreendentemente, ambos nos surpreendemos,
ainda arrebatados por tudo e por nada,
afinal é mais simples do que julgava.
E mais nada nos consome!

O entendimento existe, a comunicação a fluir,
e somos ambos insistentes para não deixar cair,
nada ao acaso,
nada é por acaso.
não deixamos o elefante no meio da sala,
ambos trazemos uma mala.
uma mala cheia de passado.
sabemos que está ali,
não esquecemos,
não ignoramos, mas não cedemos.
E ficamos no agora, amanhã e juntos aqui!

Cartas de amor são ridículas,
como dizia Pessoa,
e é tão verdade como só quem sente sabe.
Não interessa se é dito em minúsculas ou maiúsculas,
sentido, não magoa,
e não há definição que lhe cabe.
Faço-te declarações,
quando antes chamava lamechices,
e no meio de meiguices,
já solto exclamações.

A máquina de lavar roupa,
a torcer com furor,
e no meio da azáfama da vida,
estendemos a roupa lado a lado,
a loiça para arrumar,
Salto para ti como louca,
e tu mesmo cansado.
consegues amparar-me numa roda viva,
e beijamo-nos com ardor.

tantos passos,
tantas validações,
tantas confirmações.
e tantos passos para dar,
e tanta vontade de concretizar.
a felicidade é desmedida,
e quando é assim é mais que uma vida!
e nada mais é escasso.
 







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