quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Placenta

Eis que rebenta,
sem língua e sem tento,
em câmara ardente.
Nem mais um dia aguento!

Sem mais nem menos,
sempre latente,
e omnipresente.

quero ir além,
sem desdém,
quero sentir por demais.
e sozinha ou com alguém
e nunca dizer jamais.

garanto adrenalina,
e muita dopamina.
sentir pulsar
uma vontade voraz
e até gritar,
nada é em vão

no cemitério jaz,
a ignóbil ausência,
e fria tenaz.
vai-te demência.
Acorda vaidade,
apraz saciedade.

em vão a saudade.




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