segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Love letter #1 - Olá Tu!

Olá tu!

Escrevo-te hoje, o primeiro de muitos dias.
A primeira de muitas páginas.
Não sei quem és, nem como vives, nem como és, nem o que sentes. Não sei nada de ti.
És como esta "folha em branco", tudo é possível e ao mesmo tempo impossível.
Podes ser tudo e podes não ser nada...
Esta carta confirma que eu acredito que existes, que existes para além da minha imaginação.
Não és principe, não és rico, não és lindo, não és perfeito.
Mas és tu, aquela pessoa que vai olhar para mim e ficar. Vais lutar por mim, vais proteger-me, vais insistir, vais aceitar, vais perdoar, vais amar para além das aparências, para além das palavras duras que vou dizer, vais estar, vais ouvir, e ler o meu coração como ninguém.
Vais perceber, que sou doce, e mole, por dentro, que tenho mil defesas activas contra impostores, e uma bagagem do tamanho do mundo, muito minha, muito dificil e muito triste.
Mas que tudo isso não me tirou o sorriso, e que adoro pessoas, e ajudar está-me no sangue, e não resisto a tentar amar.
Sei que tudo aquilo que espero de ti, é egoísta, porque não sei se consigo retribuir, e por isso talvez não me queiras, ou não aguentes esperar pela reciprocidade que é a base de uma boa relação.

Não sou romântica, esta carta nem sequer faz muito sentido.
Não sei o que é o amor sequer.
Mas tenho a ideia romântica daquilo que deveria sentir.
É suficiente para captar a tua atenção?

Fico sempre triste quando penso em ti; e devia ficar feliz; porque apesar de não te procurar, anseio encontrar-te.
Perdoa-me a adolescência da carta, que carece de maturidade, com esta idade não deveria ser leviana de nenhuma forma.
Mas esta fome de viver, coloca energia em mim, e faz-me ainda levitar para uma era cronológica que já passei. Sei bem que já não é o meu tempo, por isso quando nos encontrarmos conto contigo para me ajudar a assimilar este nosso tempo.

para já, apenas uma despedida com um agradável e esperançoso, até amanhã, ainda nos estamos a conhecer...

M.a.s




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